Transformação digital nas escolas de idiomas: novas línguas e a tecnologia

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Quando falamos de Transformação Digital não nos referimos somente a assuntos exclusivos dos profissionais de TI e amantes da tecnologia. Os impactos da TD alcançam planos mais profundos não só no setor privado, mas em órgãos públicos que afetam a população em geral. Isso quer dizer que temos o dever de repensar algumas questões. Você sabe qual o impacto da Transformação Digital na educação, e sendo mais específico, nas escolas de idiomas?

A partir do momento que entendemos o conceito e o que ele proporciona de mudanças nas instituições de ensino, fica mais fácil otimizar o uso da tecnologia em nosso dia a dia. Mas espera, entramos direto no assunto e não contextualizamos o que é Transformação Digital.

O que é essa tal de Transformação Digital?

Podemos entender que a Transformação digital é um processo no qual as empresas fazem uso da tecnologia para melhorar o desempenho, aumentar o alcance e garantir resultados melhores. Esse movimento, que já é amplamente discutido no mercado corporativo, começa a ter seus reflexos indo além do meio empresarial. Hoje, a sociedade como um todo já passa por profundas mudanças causadas por essa nova era da tecnologia.

A maturidade digital das escolas de idiomas

Depois de entender o que é Transformação Digital e que seus impactos vão além das empresas de TI e tecnologia em geral, começamos a pensar em maturidade digital, que nada mais é do que ter as tecnologias certas para digitalizar e automatizar os processos e ainda saber extrair o melhor das ferramentas para otimizar as operações.

Só que é aí que encontramos uma grande barreira, já que os gestores de algumas escolas de idiomas, por não saberem como utilizar a tecnologia a seu favor, são contrários a essa mudança de pensamento em relação à chegada do digital.

De acordo com um estudo do Media/Target Group Index, as pessoas consideradas “maduras” digitalmente foram aquelas que utilizavam 11 ou mais serviços online, dentre eles: acessar canais de notícias, fazer cursos, assistir a vídeos, utilizar as redes sociais, comunicar-se, manter páginas pessoais e blogs, pagar contas e demais transações financeiras etc. O percentual de pessoas consideradas maduras digitalmente foi de 63% dos 84 milhões de usuários de internet.

Quando trazemos a questão para o cenário de escolas de idiomas, não basta ter uma ampla quantidade de recursos digitais se os alunos não fazem uso ou não se interessam pelo conteúdo apresentado. Se o modo de ensinar é ultrapassado e não faz o aluno ter curiosidade na hora de aprender, de nada adiantam os inúmeros recursos.

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Ou seja, temos que mudar o mindset? É claro, mas de nada adianta se nossa forma de ensinar for chata e não despertar o interesse dos alunos.

O que há de novo por aí?

Além de metodologias inovadoras e materiais didáticos, as escolas estão investindo cada vez mais no desenvolvimento de tecnologia para mediar o ensino. Aplicativos, audiobooks, games, realidade virtual e inteligência artificial são algumas das apostas das escolas de idiomas.

Existem escolas que estão usando aplicativos que funcionam como tutor pessoal para os alunos, dentro e fora das salas de aula. Os estudantes acessam o assistente por algum dispositivo móvel, o sistema ouve perguntas e as responde, corrige a pronúncia e oferece exercícios adicionais aos praticados em sala de aula.

O mais sensacional desse app é que ele reconhece os pontos de melhora do aluno e ajuda o professor a avaliar seu desenvolvimento. Esse tipo de recurso complementa o material didático tradicional e amplia as possibilidades de acesso dos acadêmicos.

Outras escolas já estão realizando videoconferências, em parcerias com o Google for Education, onde são realizadas aulas de conversação em tempo real com alunos de outros países, uma troca de experiências que enriquece ainda mais a aprendizagem.

Está sendo usada realidade virtual aumentada para produzir vídeos com efeitos especiais, como se o aluno pudesse estar em qualquer lugar mesmo sem sair da sala.

São essas tecnologias que ampliam as fronteiras do que é trabalhado em sala de aula, que é onde tudo começa. E isso de forma dinâmica, divertida e leve.

A era da autonomia

A autonomia nas escolas de idiomas da nova geração, que já nasceu com tablets sobre as mesas e celulares nas mãos dos alunos, acostumados a descobrir tudo em primeira mão pesquisando no Google, está mudando a dinâmica de ensino e aprendizagem de outras línguas. Essa autonomia aos alunos pequenos e também aos jovens e adultos faz com que, independentemente dos professores, eles mesmos busquem respostas de que precisam e desenvolvam o próprio ritmo de aprendizagem.

Como nós podemos ver, a transformação digital nas escolas de idiomas já é uma realidade. Nos próximos anos, a presença da tecnologia atrelada a ganhos educacionais será cada vez maior nas escolas – e, como um possível investidor no segmento de franquias dessas escolas, é preciso estar preparado e atento para essa mudança.

Obrigado pela leitura e até a próxima!